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Sindsaúde SP realiza reunião de planejamento

A direção do SindSaúde-SP se reuniu no dia 16 de janeiro para planejar a agenda de 2015: Campanha Salarial, 11º Congresso e Conferências de Saúde. Para subsidiar o debate, participaram da atividade João Palma, secretário executivo do Conselho Nacional da Saúde, e Alexandre Padilha, médico e ex-ministro da Saúde.

João Palma falou da mobilização do Conselho Nacional da Saúde para realizar as Conferências municipais, estaduais e nacional da Saúde em 2015. Destacando a importância das entidades sindicais e dos movimentos populares na construção do SUS, citou que pelo sistema de acompanhamento dos conselhos a diversidade de movimentos está presente, porém nas esferas estaduais e nacional essa representação é menor ou desaparece.

Como secretário executivo, vai propor no Conselho Nacional medidas que propiciem a participação de todos os segmentos sociais – mulheres, negros, indígenas, LGBTT, idosos, entre outros – em todas as etapas da 15ª Conferência de Saúde. Esses segmentos foram decisivos em conferências anteriores, como na 8ª Conferência em 1986. As entidades sindicais com representação nos Conselhos podem contribuir na mobilização e articulação desses segmentos.

Em março, haverá cinco plenárias regionais abertas para iniciar a mobilização de toda a sociedade para as conferências. Na semana do Dia Mundial da Saúde, o Conselho Nacional está propondo uma grande plenária de conselhos e movimentos populares para abrir as conferências municipais.

Alexandre Padilha tratou da conjuntura no estado. Resumiu a disputa política entre dois polos – austeridade versus ampliação de direitos. Para ele, ser de esquerda hoje é lutar para minimizar as desigualdades e maximizar a diversidade. Exemplificou com a crise internacional. O governo Dilma investiu em programas sociais, garantindo emprego e renda; na Europa, países como Espanha, optou pela austeridade, gerando desemprego e mais crises. Lembrou também do Programa Mais Médicos que além dos resultados efetivos foi importante pelo embate político que propiciou. Essa disputa deve se acirrar em 2015 e o enfrentamento tem que ser feito todos os dias nos locais de trabalho.

Definiu o novo governo do estado de SP como “mais do mesmo”. O estado que foi a “locomotiva” do país, hoje viu seu poder político econômico ser reduzido. Para se sustentar, na austeridade e na privatização, transfere os problemas para o governo federal ou responsabiliza os pobres. Em 2014, o estado caiu para o 10º lugar em educação. Na saúde, fecha leitos, como os de maternidade, e joga a responsabilidade para os municípios. O povo não identifica a esfera responsável pelos problemas que vive. 

Padilha também destacou a necessidade do sindicato se articular com outros segmentos da sociedade – mulheres, negros, indígenas,  LGBTT, idosos, entre outros – e os movimentos populares, pois sozinho na atual conjuntura terá dificuldades de ir além da defesa do SUS público e de qualidade. 

Padilha elogiou a matéria da Carta Capital sobre o HC de Ribeirão Preto, reproduzida no site do sindicato, que denuncia os desmandos do governo Alckmin na área da saúde e ressaltou a necessidade da comunicação do meio sindical também atuar de forma articulada.

No período da tarde, a direção do SindSaúde-SP deliberou sobre as etapas locais do Congresso que acontecerão de 2 de fevereiro a 10 de abril. E o planejamento da Campanha Salarial terá nova reunião específica, com a participação do Dieese. 

A reunião foi acompanhada, a convite do sindicato, pelo jornalista Anderson Passos do portal IG que produziu em dezembro a série de matérias sobre o Complexo Hospitalar do Juquery reproduzida no site do sindicato.

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