Esclerose Múltipla é uma doença crônica, autoimune, isso significa que células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central e que ataca principalmente jovens, em especial mulheres de 20 a 40 anos. Sua evolução causa diversos sintomas físicos e, apesar de não ser uma doença mental, afeta também aspectos psicológicos por ser uma doença limitante, que compromete a qualidade de vida.
Os danos causados no Sistema Nervoso Central fazem com que atividades cotidianas passem a exigir mais esforço físico. Entre outros sintomas estão a perda de força muscular, formigamento, espasmos musculares, dormência, perda do equilíbrio, dificuldade de locomoção, incontinência urinária.
Esclerose múltipla ainda não tem cura, mas apoio psicológico pode atenuar o impacto depressivo provocado pela doença. “É necessário fazer o acolhimento dos familiares para que esses tenham condições de dar melhor suporte ao paciente, que terá de passar por um processo de readequação e pelas incertezas que a evolução da doença pode trazer”, avalia a diretora do SinPsi, Val de Freitas.
Para promover uma reflexão sobre os diversos impactos da doença, a Federação Internacional de Esclerose Múltipla elegeu o dia 30 de maio como dia mundial da Esclerose Múltipla. O tema da campanha para o período 2020-2023 é “Conexões”, que objetiva visibilizar as “conexões” com a comunidade, amigos e familiares e com a qualidade do tratamento.