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Dia de Luta contra a Medicalização da Educação reúne psicó[email protected] e população em atividades até o dia 24

Em comemoração ao Dia Municipal e Estadual de Luta contra a Medicalização da Educação em São Paulo, ambos celebrados no dia 11 de novembro, o Grupo Interinstitucional Queixa Escolar (GIQE) convida, por meio do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, toda a categoria de psicó[email protected] a participar dos eventos comemorativos da data, todos com o apoio do Sindicato dos Psicólogos no Estado de São Paulo, o SinPsi.

Nesta quarta-feira, 15 de novembro, das 10h às 13h, haverá atividades, brincadeiras e rodas no “Dia de Luta contra a Medicalização da Vida”, na Av. Paulista, nas imediações do Parque Mário Covas (esquina com a Alameda Ministro Rocha Azevedo, próximo à estação de metrô Trianon-Masp).

O evento propõe sensibilizar e informar a população, sendo uma importante forma de campanha educativa, para esclarecimento e divulgação a respeito do tema, visando sobretudo à promoção de Saúde e qualidade de vida da infância.

#SeEuNãoPossoBrincarNãoÉMinhaLuta
#Desmedicaliza
#SampaNaLuta

Na sexta, dia 17, das 19h às 22h, a Câmara Municipal de São Paulo promoverá o debate “Medicalização da Vida: uma questão de saúde, educação ou política?”, na sala Oscar Pedroso Horta, com os seguintes palestrantes: Marcela Millano, representante sindical do SinPsi; Ajax Perez Salvador, médico psiquiatra, psicoterapeuta e mestre em Saúde Pública; Lucy Duró Matos Andrade Silva, pedagoga e mestranda em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP; Lúcia Partocínia da Silva, socióloga e docente em escola pública de ensino fundamental.

Já no dia 24 de novembro, o ato comemorativo ocorre na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a partir das 19h. A mesa, que terá o mesmo nome do ato da Câmara, contará com os debatedores Fernanda Magano, presidenta do SinPsi; Eda Luiz, pedagoga e especialista em educação de jovens e adultos; Cris Lopes, psicóloga pesquisadora, membro do Coletivo Arte, Saúde, Cultura e Educação e idealizadora dos serviços Centros de Convivência e Cooperativa da SMS/SP e do Projeto Cidadãos Cantantes; Helena Rego Monteiro, psicóloga, doutora em Psicologia pela UFF e especialista em Teorias e Práticas Psicológicas em Instituições Públicas; e Sávio Campos de Souza, gremista secundarista do Instituto Federal de de Educação em Ciência e Tecnologia e membro do Fórum Estadual em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Logo após o debate haverá apresentação do Coral Cênico Cidadãos Cantantes.

Importância do tema

O tema da medicalização tem sido alvo de grande preocupação, gerando muitos debates, ações frente ao poder público e articulação com os conhecimentos acadêmicos. A medicalização é o processo em que as questões da vida social, sempre complexas, multifatoriais e marcadas pela cultura e pelo tempo histórico, são reduzidas à lógica médica, vinculando aquilo que não está adequado às normas sociais a uma suposta causalidade orgânica, expressa no adoecimento do indivíduo.

Assim, questões como os comportamentos não aceitos socialmente, as performances escolares que não atingem as metas das instituições, as conquistas desenvolvimentais que não ocorrem no período estipulado, são retiradas de seus contextos, isolados dos determinantes sociais, políticos, históricos e relacionais, passando a ser compreendidos apenas como uma doença, que deve ser tratada.

Como resultado dos processos de medicalização instituídos em larga escala, tanto na educação quanto na sociedade, observamos o aumento desenfreado de diagnósticos psiquiátricos que desconsideram o desmonte das políticas públicas, o sucateamento dos serviços públicos, a falta de investimentos etc. E justificam o péssimo desempenho nas instituições, culpabilizando o indivíduo.

Uma das implicações dessa epidemia de diagnósticos, é a utilização de medicação como primeira escolha de tratamento. Desde 1990, tem havido aumento dramático no consumo de Ritalina (nome comercial do metilfenidato). Já no Brasil o acesso as informações de consumo são mais difíceis, mas estima-se que passaram de 71 mil caixas, vendidas no ano 2000, para mais de 2 milhões de caixas do medicamento, vendidas em 2008.

SERVIÇO
15/11
Dia de Luta contra a Medicalização da Vida
Local: Imediações do Parque Mário Covas (esquina da Avenida Paulista com a Alameda Ministro Rocha Azevedo)
Hora: das 10h às 13h
Realização: Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade e GIQE
Apoio: Sindicato dos Psicólogos no Estado de São Paulo (SinPsi), CRP-SP, Conselho Regional de Fonoaudiologia de SP, Laboratório Interinstitucional de Estudos e Pesquisas em Psicologia Escolar (LIEPPE), Grupo Interinstitucional Queixa Escolar (GIQE), Centro do Professorado Paulista (CPP), Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE).

17/11
Ato comemorativo pelo Dia Municipal de Luta contra a Medicalização da Educação
Medicalização da Vida: uma questão de saúde, educação ou política?
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Endereço: Palácio Anchieta – Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista, São Paulo – SP
Hora: das 19h às 21h30

24/11
Ato comemorativo pelo Dia Estadual de Luta contra a Medicalização da Educação
Medicalização da Vida: uma questão de saúde, educação ou política?
Local: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo – ALESP
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, 201 – Parque Ibirapuera, São Paulo – SP
Hora: das 19h às 21h30

Clique aqui e aqui para saber mais sobre as ações e propostas.

 

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