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Congresso da FENAPSI empossa nova diretoria aos gritos de ‘Fora, Temer!’

O último dia do Congresso Extraordinário da FENAPSI (9/4) reuniu homenagens, moções de apoio, prestação de contas da entidade e cerimônia de posse da chapa eleita “União, Resistência e Luta”. Apesar da agenda longa de sábado, a disposição nos rostos [email protected] [email protected] era traduzida e muita troca de ideias, muitas propostas debatidas e abraços pelos corredores.

O dia começou com a leitura de três moções de apoio ao movimento antimanicomial, seguida da plenária final – instância máxima do Congresso, que discutiu, aprovou ou rejeitou em parte ou na totalidade as teses e propostas apresentadas nos grupos de discussão que ocorreram no sábado.

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Na ocasião, houve uma pausa para homenagem a personalidades da Psicologia que faleceram recentemente. Marcus Vinícius, Fábio Belloni e Antonio Lancetti, presente!

Em seguida houve mesa de prestação de contas da FENAPSI, com total aprovação [email protected] [email protected] 

Por fim, foram chamados à frente os dirigentes da gestão que se encerrava e os componentes da chapa eleita para a gestão 2017-2020. A presidenta eleita, Shirlene Queiroz, fez uma fala emocionada, sobre a importância de dirigir a FENAPSI.

“Estar em uma instância sindical, em nível nacional, no momento político que estamos vivenciando, requer exatamente o que essa chapa propõe: união, resistência e luta. Que nós possamos sair desse congresso muito mais conscientes de nossa tarefa com @s profissionais de Psicologia e com a sociedade”, destacou Shirlene, pontuando a importância do pensamento coletivo e agradecendo a todos todos os trabalhadores e trabalhadoras que colaboraram para a realização do Congresso – administrativos, jornalistas, contador e advogado.

“Eu quero agradecer em especial a uma pessoa que, em 2009, me encontrou em uma agenda de luta e apostou em mim: Fernanda Magano, a pessoa que me inspira, que me ensinou muito, que acreditou em mim”, disse a nova presidenta da FENAPSI, com a fala embargada. “Que possamos fazer uma federação com muito respeito. Representamos toda uma categoria que acredita no nosso trabalho e na nossa luta”, finalizou.

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‘É a FENAPSI que a gente quer’

A plenária foi encerrada com todos entoando os gritos de guerra “É a FENAPSI que a gente quer, porque ela é presidida por mulher!”, “Nem um passo atrás, manicômio nunca mais!” e o sempre presente “Fora, Temer!”

Para Fernanda Magano, o Congresso simbolizou a reorganização da “casa”

É fundamental continuar fazendo as ações da Federação nas políticas públicas e para a melhoria das condições da atuação das psicólogas. Temos mais uma mulher na presidência, ideal para uma categoria formada por mais de 90% mulher. A continuidade do trabalho é pautar as questões necessárias nesse momento golpista. Nenhum direito a menos e seguimos na luta”, exaltou Fernanda, que agora ocupa o cargo de vice-presidenta da FENAPSI.

O presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Rogério Gianinni, que participou do Congresso até o fim, também falou sobre a importância da interseção entre o Sistema Conselhos e o movimento sindical.

“O sistema conselhos e o movimento sindical têm vocações institucionais diferentes, mas com pontos de convergência. Os sindicatos partem das relações imediatas de trabalho [email protected] psicó[email protected], atuando como instrumentos de organização da luta cotidiana [email protected] [email protected], além de se ocuparem das pautas da sociedade. Já os conselhos têm o lugar de normatizar o exercício profissional, serve de anteparo à sociedade quando o serviço não está sendo bem feito [email protected] psicó[email protected]”, explicou.

Gianinni reconheceu que os conselhos se ocupam mais ainda das causas da sociedade, por precisar ser atentos a tudo o que incide sobre a Psicologia.

“Organizamos o exercício profissional para que ele combata ou reitere determinada pauta. Assim, reiteramos os Direitos Humanos e combatemos o preconceito, a homofobia. E fazemos isso colaborando com o sindicato, considerando a legitimidade do movimento, que, nessa conjuntura de desmonte de direitos da classe trabalhadora, se reveste de mais importância. E a FENAPSI é uma entidade primordial nessa construção”, observou.

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