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Em Itu, debate sobre Reforma da Previdência fala de mulher negra e juventude

Aconteceu na noite de 13 de abril o seminário “Contra o Desmonte (Reforma) da Previdência Social”, no Sindicato dos Metalúrgicos de Itu.

Organizado pela CUT/SP, em parceria com o SinPsi, DIEESE e movimentos sociais, o evento levou a [email protected] da região informações sobre o projeto de destruição de direitos que é a PEC 287, da Reforma da Previdência.

A maioria do público presente foi formada por estudantes do Centro Universitário N. Sra do Patrocínio (CEUNSP), totalizando cerca de 45 pessoas.

Com mediação da representante sindical do SinPsi, Marcella Millano, o evento teve início com fala de Fernando Lima, economista do DIEESE, que apresentou dados de trabalhadores aposentados em Itu e região, falou sobre benefícios do INSS para pessoas com deficiência, além de ter feito uma breve apresentação sobre o trabalho do DIEESE.

Logo em seguida teve vez de fala a representante a União Negra de Itu (UNEI), Fátima do Carmo, que cuidou de pontuar a questão da mulher nesse cenário de redução de direitos, com foco na mulher negra.

“Se a Reforma da Previdência afetará muito a vida das mulheres, posso dizer que em grau maior a vida das mulheres negras. Afinal, são as que ocupam os cargos mais precários de empregos, sem carteira assinada. Atuam na informalidade, a maioria em trabalhos domésticos”, disse.

Do Levante Popular da Juventude, Daniel Santos debateu com a plateia sobre o mercado de trabalho para jovens.

“A juventude quase sempre precisa conciliar faculdade e trabalho, mas muitos jovens não conseguem dar conta dessa jornada dupla. Então, se estuda e não trabalha, só começa a contribui com o INSS mais tarde. Se trabalha e não estuda fica à mercê de empregos precarizados”, explicou.

Por fim, o Secretário Geral da CUT-SP, João Cayres, fez fala mais dinâmica, andando pela sala e provocando a plateia. Como no momento em que usou uma caixinha para exemplificar como funciona a engrenagem do Sistema Previdenciário, com a colaboração de empregados, empregadores e governo. 

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