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Psicó[email protected] da Fundação CASA se reúnem no SinPsi para definir enfrentamento de problemas com a instituição

Na manhã do último sábado, 1/4, psicó[email protected] da Fundação CASA se reuniram na sede do SinPsi, com o propósito de pedir apoio do sindicato para intervir na situação do trabalho cotidiano nos Centros de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente em cumprimento de medida de internação.

O grupo vem, reiteradamente, solicitando atenção às normativas que regem psicólogos e psicólogas na atuação IntraMuros, através do Caderno de Diretrizes do Psicólogo na Fundação CASA (instrumental interno da instituição). No entanto, psicó[email protected] relatam que não existe empenho da instituição em melhorar as condições de trabalho para a implementação e execução das diretrizes do caderno. No atendimento psicológico semanal aos adolescentes, os transtornos aparecem na ausência de salas adequadas de atendimento, fazendo com que muitas vezes os adolescentes sejam atendidos em refeitórios ou em “cantos improvisados”, como salas de revista, por exemplo, o que prejudica a garantia do sigilo ao atendido.

Outra situação apontada [email protected] psicó[email protected] da Fundação CASA é que, com a nova metodologia tecnológica, a elaboração de relatórios e de outras notificações fica prejudicada pela falta de computadores para a realização da tarefa.

Segundo as psicólogas Maria Helena Machado e Ângela Aparecida dos Santos, dirigentes sindicais, as demandas não são novidades na instituição, com exceção de um indicativo:

“Existe uma perversa novidade, a de ataques aos trabalhadores cuja forma de transferência é conhecida como ’empréstimo’. Como a Fundação CASA normatizou a transferência de servidores, alguns gestores estão fazendo ‘empréstimo compulsório’ de psicó[email protected] para outros centros, considerados desafetos da gestão”, explicou Maria Helena, pontuando que, apesar da mudança de horários de psicólogos e psicólogas ser normatizada pela Portaria 227/2012, a categoria tem sofrido mudança compulsória de horário de trabalho como forma de sanção a algum questionamento considerado indesejado. “Tanto esse ‘empréstimo compulsório’ como a mudança de horários, sem prévio diálogo com @s psicó[email protected], tem trazido transtornos infindáveis à categoria, pois, sem condições de negar uma determinação da chefia imediata, @s colegas têm a vida familiar e social transformada e desorganizada de um dia para o outro”, disse a dirigente sindical.

Outra situação apontada na reunião foi a falta de conhecimento da gestão em relação à prática da Psicologia, a ponto de gestores (as) quererem determinar qual a técnica que o psicólogo ou a psicóloga terá de adotar em suas intervenções, quer seja no atendimento individual ou em grupo.

Neste sentido, Maria Helena acrescenta que, por vezes, o poder judiciário determina a inserção de adolescentes em psicoterapia individual, como se a psicoterapia fosse ferramenta de prevenção compulsória, outra interpretação inadequada feita pelos operadores do Direito.

Outras demandas apresentadas na reunião deverão ser encaminhadas ao Conselho Regional de Psicologia (CRP) e ao Sistema de Garantia de Direitos, pois é necessário que outros espaços de articulação sejam ocupados pela categoria, a fim de avanços da Psicologia na Fundação CASA.

As dirigentes sindicais finalizaram a reunião agradecendo a confiança dos presentes na entidade sindical, avaliando que a atitude corajosa [email protected] psicó[email protected] presentes só qualifica a Psicologia como ciência e profissão.

“O SinPsi, junto ao sindicato majoritário da categoria, o Sitraemfa/SITSESP, entregará um ofício à instituição, por meio da presidente Berenice Maria Giannella. Vamos tentar abrir para comunicação e diálogo e, assim, solucionar as demandas aqui apresentadas”, apontou a dirigente Ângela Aparecida dos Santos.

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