18jul2025 Por Norian Segatto
Após mais de dois meses, permanece o impasse entre a Prefeitura e o Serviço de Saúde Candido Ferreira, que tem afetado a prestação dos serviços, o atendimento aos usuários e causado insegurança no corpo funcional.
Na tarde do dia 17jul, mais uma vez usuários/as e trabalhadores/as realizaram um ato público de protesto à situação, exigindo que as partes encontrem uma solução que não prejudique quem trabalha, não haja demissões e que os serviços tenham continuidade com qualidade.
Durante o ato artistas de rua que apoiam o movimento (Mirs Monstrengo, Over Crazy e Jheff Vasques) se juntaram à manifestação e encenaram pequenos esquetes para a população que passava pela praça onde se realizou o ato. O esquete sobre a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) foi representada por uma boneca adoecida, sendo cuidada por profissionais e pela população enquanto uma trabalhadora interpretou a Prefeitura, com uma grande tesoura, fazendo cortes na Raps de Campinas.
“A conclusão dessa peça foi de que o que pode salvar a Raps é a luta coletiva”, afirma Danielle Couto, funcionária do Cândido Ferreira. Nova manifestação está prevista para a próxima quarta-feira, 23 de julho.
Audiência no MPT
Um dia após a manifestação aconteceu uma audiência de conciliação no Ministério Público do Trabalho, que contou com a presença de representantes do Cândido, da Prefeitura, do secretário de Saúde de Campinas, Lair Zambon, representantes dos trabalhadores e o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Paulo Mariante, para tentar encontrar uma saída negociada para o impasse.
As partes avaliaram que há possibilidade de se chegar a um acordo e nova reunião foi marcada para o dia 28 de julho.
Apoio do SinPsi
Desde o primeiro momento em que foi contatado pelas/os profissionais do Cândido Ferreira, o SinPsi se dispôs a ajudar na luta, tendo sempre em perspectiva os direitos dos trabalhadores/as e usuários.
Apesar de o Cândido Ferreira possuir um número expressivo de profissionais de Psicologia, o SinPsi não é e representante legal, o que limita o poder de intervenção do Sindicato. “Mesmo assim, estamos nos reunindo periodicamente com os e as trabalhadoras, como fizemos ontem [16jul], buscamos contato com a Prefeitura e com o Cândido para tentar encontrar uma solução de consenso que não prejudique o atendimento e nem precarize as condições de trabalho e estamos dando todo o apoio possível a esta importante luta”, afirma Rogério Giannini, presidente do SinPsi.






