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1º Encontro da Rede de Articulação Psicologia, Povos Indígenas, Quilombolas , Tradicionais , de Terreiro e em Luta por Território aconteceu nesse final de semana

Aconteceu nos dias 7, 8 e 9 de setembro o 1º ERA (Encontro Povos Indígenas, Quilombolas , Tradicionais , de Terreiro e em Luta por Território). Ele foi pensado há um ano a partir da necessidade [email protected] [email protected] [email protected] de compartilhar conhecimentos sobre a atuação da psicologia em espaços que divergem do proposto pela academia, trazendo a psicologia como companheira dos povos indígenas, Quilombolas, tradicionais, de terreiro e em Luta por Terra. Fortalecendo o protagonismo através da escuta,  reuniu na Escola Nacional Florestan Fernandes, centro de educação e formação e símbolo da luta pela terra, alguns desafios para a psicologia ao agrupar [email protected] [email protected] e os povos da terra para debater outros rumos, tendo como fio condutor a soma de todas as lutas políticas por direitos, como afirma o psicólogo Bruno Simões, um dos articuladores do evento.

Tanta potência reunida expôs alguns nós que se entrelaçavam ante as vistas míopes de uma psicologia sem preparo para atender povos da terra. A profissão é conhecida pelos indígenas  de “caça-mente” por chegar às aldeias só depois de um suicídio. Esse atraso da psicologia agrava nossas deficiências, mas nos permite ouvir de  quem aprendeu português pra falar e não para ouvir, reforçando a importância de uma escuta preocupada em conhecer e reconhecer o significado de saúde e doença para esses povos.  Julieta Paredes (Feminismo comunitário da Bolivia) nos incitou a tarefa de compreender as estruturas da desigualdade. A Quilombola Fatima de Barros escancara “não tem como ter um projeto de psicologia sem nós (…) não existe nós, sem nós “

E nós, esperamos que desse encontro aprendamos a discutir e fomentar políticas públicas a serem concretizadas. A importância de reconhecer nossa ancestralidade dentro de uma lógica do cuidado.

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