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Ato da Av. Paulista reuniu psicó[email protected], em especial da Assistência Social e da Saúde

“Vamos tomar o Congresso Nacional se isso acontecer!” Esse foi o tom do dia 15 de março em São Paulo. A fala, de Guilherme Boulos, sobre a Reforma da Previdência, aconteceu por volta das 19h, quando o ato contra o desmonte da Previdência Social já acontecia há quase três horas.

Uma verdadeira multidão cobriu a Av. Paulista. A conta bateu em 250 mil pessoas, dentre jovens, adultos, idosos, crianças, homens e mulheres, militantes ou não, vermelhos ou verde-e-amarelos. Os movimentos sociais e sindicais se uniram a cidadãos comuns contra a proposta do governo Michel Temer de aumentar o tempo de contribuição de trabalhadores e trabalhadoras ao INSS, fazendo com que a aposentadoria fosse algo a se alcançar após os 70 anos de idade, com otimismo.

“Nós não vamos negociar migalha com golpista. É para o senhor Temer retirar a proposta que está no Congresso Nacional. Se ele não tirar, nós vamos organizar a maior greve geral que esse Brasil já fez!”, deu o recado o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas.

Além das centrais sindicais, os sindicatos participaram do ato massivamente e o SinPsi esteve representado por parte da diretoria.

A presidenta Fernanda Magano contou que vários grupos de psicó[email protected] estavam na Paulista, especialmente @s da Assistência Social, que, juntos aos da Saúde, estão tendo enfrentamentos para manter as políticas públicas ativas e operantes em todo o País.

“O governo temerário está tirando dinheiro da Saúde e criando programas absolutamente descolados da política de Assistência Social. Os nossos profissionais de Psicologia têm feito um bom combate ao Programa Criança Feliz, pela garantia dos benefícios de prestação continuada. Nós, psicólogas e psicólogos, estamos atentos à luta”, disse.

O ato simbolizou, para a categoria, um momento de recuperar energias. Fernanda diz que pretende mobilizar para os próximos passos, seja de envio de cartas a parlamentares, seja de assembleias.

“Vamos participar e convocar a categoria para todas as atividades referentes ao tema do desmonte da Previdência Social. Só assim poderemos ter uma Psicologia de qualidade, com profissionais disponíveis para fazer educar a população. Precisamos dizer que é falho o argumento de que a Previdência está falida. Estão juntando numa conta só outros elementos que não fazem parte da Previdência Social. Então, fiquemos atentos e fortes para cuidar da profissão, da categoria e da população que por nós é atendida. Juntos somos mais fortes e nenhum direito a menos!”, finalizou a presidenta do SinPsi.

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