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Eleições no Sindicato dos Químicos do ABC

Terminada a apuração da eleição do Sindicato dos Químicos do ABC, realizada na manhã de sábado – 28 de março – a Chapa 1 – do Sindicato – recebeu quase 97% dos votos válidos e foi eleita para a gestão de 2009-2012. O percentual de votos brancos foi 2,36% e nulos 0,77%.

Com esse resultado, Paulo Lage vai para seu terceiro mandato na presidência da entidade. “Fico muito feliz com mais esse voto de confiança da categoria química, que também demonstra o tamanho da nossa responsabilidade em representá-la com dignidade e respeito”, comentou Lage após o anúncio do resultado da apuração feito pelo coordenador da Subsede CUT-ABC, Cladeonor Neves da Silva.

O presidente reeleito parabenizou todos que contribuíram com o processo eleitoral, saudou a nova diretoria e também citou o incêndio do depósito de produtos químicos ocorrido no dia anterior:

“Um dos desafios não só para o Sindicato dos Químicos do ABC, mas para todo o movimento sindical, é zelar pela saúde e segurança do trabalhador não só dentro da fábrica, mas também na comunidade. Temos que cobrar do poder público que as empresas identifiquem o que produzem, para que as comunidades em torno das indústrias não vivam sob o risco de serem acometidas por uma tragédia como a de ontem em Diadema. Essa missão a gente tem que fazer”, concluiu.

*Dados sobre o Sindicato*
O Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores Químicos do ABC representa os trabalhadores nas indústrias químicas, petroquímicas, farmacêuticas, de plástico, de tintas e vernizes, de resinas sintéticas e colas, de explosivos e similares localizadas nas sete cidades da região do ABCD: Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

Na base geográfica do Sindicato, estão instaladas cerca de 900 empresas – pequenas, médias e grandes – de todos esses segmentos, muitas delas transnacionais, algumas de capital misto, outras de origem familiar.

O número atual de trabalhadores na base está estimado em 40 mil. O número de sindicalizados é da ordem de 20,5 mil trabalhadores.

*A Chapa*
A Chapa 1 – única concorrente – intitulada “Pela Democracia, Organização e Luta”, tem 47 membros e foi encabeçada por Paulo Lage, que irá presidir a entidade pela terceira vez consecutiva.

Além do compromisso de dar continuidade ao trabalho das gestões anteriores, o programa da Chapa destacou os principais desafios do próximo período: preservar empregos; impedir a redução de direitos e benefícios; e avançar nas conquistas como, por exemplo, redução da jornada para 40 horas semanais, já prevista na Convenção Coletiva do Setor Farmacêutico.

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