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ISP discute fortalecimento dos direitos dos trabalhadores da saúde

3set2025 Por Norian Segatto

Entre os dias 26 e 29 de agosto, a Internacional de Serviços Públicos (ISP), federação sindical da qual o SinPsi é filiado, promoveu o encontro do Comitê Consultivo Subregional (Subrac), reunindo dezenas de ativistas sindicais de diversos setores. Pelo sindicato estavam presentes, a nova presidente da entidade, Marcella Milano,  Priscila Takatsu, secretária geral do sindicato e Fernanda Magano, atual presidente do Conselho Nacional de Saúde.

Na abertura do evento foi apresentado o projeto “Fortalecimento dos direitos trabalhistas no setor da saúde no Brasil”, projeto desenvolvido pela ISP em parceria com a Organização Sindical de Solidariedade da Finlândia (SASK). No dia seguinte, as atividades focaram os comitês temáticos LGBTQIA+, Racismo e Xenofobia e Comitê de Meio Ambiente, Transição Justa e Mudanças Climáticas. À tarde foi dedicada para a assembleia do Comitê de Mulheres.

Para Priscila Takatsu, “o encontro serviu para discutir temas importantes da agenda sindical, como a luta contra os assédios moral e sexual, violência contra as mulheres, defesa dos direitos trabalhistas, a Convenção 190, da OIT, que aborda o assédio nos ambientes de trabalho, entre outros”.  

O evento também apresentou o que Marcella Milano definiu como desafios para a agenda futura das organizações sindicais e sociais: “a questão do cuidado é sempre um tema relevante para a ISP, a luta das mulheres, negros, povos originários, pessoas LGBT e PCDs é uma agenda permanente das entidades e avançar na democracia e na participação popular para evitar o avanço do fascismo e das políticas neoliberais que destroem empregos e direitos trabalhistas”.

Para debater parte desses temas, foram convidados a psicóloga Cida Bento, que abordou a questão de raça, que avaliou que o atual governo federal tem programas interessantes, mas ainda é preciso avançar muito e que não tem como avançar no debate da questão de raça sem pensar o tema dentro da luta de classes. Cida destacou, também, a dificuldade de abordar a história da África no currículo das escolas e a violência de raça e gênero que faz com que negros, pobres de periferia sejam alvo preferencial da violência policial.

Para finalizar, a Subrac realizou uma plenária unificada de todas as entidades presentes para apresentar os relatórios dos comitês e deliberação dos encaminhamentos, projetos e propostas a serem construídos pela ISP e seus sindicatos.

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