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Profissões da saúde são recebidas pelo ministro da Saúde

Representantes das profissões da área se reuniram, na tarde desta quarta-feira (3), com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e questionaram para onde será conduzida a política da área. Na ocasião, foram reforçados os argumentos contrários à aprovação do Ato Médico. “Esperamos que o Ministério da Saúde tenha percebido a gravidade do PL e se posicione junto ao governo favorável ao veto”, disse o presidente do CFP, Humberto Verona, presente na reunião.

Articulação

Antes da reunião com o ministro, os presidentes dos Conselhos, Associações e Federações da Saúde se reuniram para debater os principais pontos contrários à aprovação do projeto conhecido como Ato Médico.

Sob o argumento de regulamentar as atribuições da Medicina, o PL engessa as outras profissões da Saúde. Ao reservar aos médicos o diagnóstico e a prescrição terapêutica, deixa todos os demais profissionais da área de braços cruzados a espera do encaminhamento do médico. Isso se agrava quando é feita a análise do cenário atual do País, que apresenta um déficit de 54 mil profissionais da Medicina, de acordo com estimativa do Ministério da Saúde.

Quem perde é a população brasileira, é a política de Saúde do País. O projeto é uma defesa corporativa dos atos médicos e não uma defesa da Saúde pública. Do jeito que está, o PL prioriza uma Saúde privada e não uma pública.

Impacto entre psicólogas (os) e profissionais de saúde

– Psicólogas (os) perderão possibilidade de diagnosticar sobre saúde mental e fazer prescrição terapêutica. Exemplo: Não poderá nem diagnosticar depressão, nem indicar terapias.

– Enfermeiras (os) não poderão fazer um exame de sangue sem autorização de um médico.

– Fonoaudiólogas (os) não poderão diagnosticar problemas de fala nem prescrever exercícios e tratamentos.

– Nutricionistas não poderão diagnosticar distúrbios alimentares e indicar tratamentos.

– Acupuntura será privativa de médicos, por ser considerado procedimento invasivo.

– Só médicos poderão emitir atestados e realizar perícias.

– Só médicos poderão trabalhar na direção e chefia dos serviços de saúde

– Hoje, equipes multidisciplinares definem em conjunto o diagnóstico e o tratamento, somando suas diversas visões de saúde e de doença para chegar à melhor intervenção. Com o PL, isso poderá se perder.

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