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Psicó[email protected] e demais [email protected] da Fundação CASA em greve desde 7 de maio

Região tem oito unidades; liminar garante que 70% dos servidores continuem trabalhando

Trablhadores e trabalhadoras da Fundação CASA entraram em greve à meia noite deste sábado (7), em todo o Estado de São Paulo. A paralisação, que deve respeitar uma liminar judicial que garante a continuidade dos trabalhos de pelo menos 70% dos servidores, reivindica melhores condições de trabalho e reajuste salarial. Na Baixada Santista, há oito unidades do Centro (Santos, Guarujá, São Vicente, Praia Grande (2), Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe).

Segundo o presidente do Sitsesp/Sitraemfa (Sindicato dos Trabalhadores nas Fundações Públicas de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente em Privação de Liberdade do Estado de São Paulo/Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança, ao Adolescente e a Família do Estado de São Paulo), Aldo Antônio, a paralisação não interromperá os serviços necessários dos centros. “A greve não vai atrapalhar o atendimento aos adolescentes. Toda a parte de alimentação e higienização, por exemplo, vai continuar normal”.

A ação, de acordo com ele, é uma “greve organizada respeitando a liminar”. Ele se refere à ordem judicial emitida dia 5 pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, a qual exige que pelo menos 70% dos funcionários permaneçam trabalhando. “Esperamos uma adesão em massa. Em todo o Estado de São Paulo, a gente acredita numa paralisação geral por tempo indeterminado”, diz.

Os motivos da ação, segundo Antônio, são a falta de segurança e condições de trabalho para os funcionários e a ausência de diálogo visando reajuste salarial. “O descontentamento com o Governo é real. Eles não oferecem nada, e cada vez mais temos funcionários machucados. Desde janeiro a gente procura uma negociação com o governo e o diálogo é zero”, aponta.

Entre os 71 pontos citados na pauta das entidades sindicais, estão aumento salarial de 42,64%, licença maternidade de 180 dias, auxílio às crianças com necessidades especiais e mais segurança nos locais de trabalho. A greve foi determinada em assembleia geral no último sábado de abril.

Fundação Casa

Em nota, a Fundação CASA informa que, em caso de descumprimento da liminar citada, o Sintraemfa pagará multa diária de R$100 mil reais. Oficiais de Justiça farão constatações diárias em Centros Socioeducativos a respeito do cumprimento da medida judicial.

O comunicado diz ainda que, de 2005 a 2015, os sucessivos aumentos dados pela Instituição perfazem, somados, 84,56%, sendo que a inflação no mesmo período oscilou em torno de 76,22%, dependendo do índice utilizado.

Psicologia adere

As (os) psicólogas (os) dos 154 Centros de Atendimento Socioeducativo de Semiliberdade e Internação adeririram ao movimento grevista, respeitando a liminar de 70% do TRT.

Para além dos 71 itens legítimos da pauta dos trabalhadores e trabalhadoras somam-se a luta da Psicologia, sobre o engessamento do trabalho Psicossocial.

“Exigimos respeito e intervenção adequada dos gestores às práticas Psis. Não aceitamos que a Psicologia da Fundação CASA seja sucumbida por práticas reducionistas e higienistas. Psicólogas (os) não estão na instituição para ‘vigiar e punir’. Pelo contrário, fomentamos uma prática que leve o usuário (adolescente em conflito com a Lei) à revisão de suas escolhas, a fim de que ele se torne o protagonista de suas histórias, de uma história feliz, menos violenta e com igualdade de oportunidades”, explica Helena Machado, psicóloga da Fundação CASA e dirigente SinPsi.

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