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Sedes inscreve trabalhos para colóquio sobre psicanálise com crianças

Nos dias 26 e 27 de agosto, o Departamento Psicanálise com Crianças do Instituto Sedes Sapientiae promove o IV Colóquio de Psicanálise com Crianças: Pensando a sexualidade da criança no século XXI. O evento acontecerá na sede do Sedes, à  rua Ministro Godoy, 1484, em São Paulo capital.

Dia 31 de março é o prazo final para o envio de trabalhos para o e-mail [email protected] Os resumos que não seguirem as especificações abaixo serão desconsiderados. Os mesmos devem conter, nesta ordem:

– Título
– Nome completo e afiliação institucional de cada um dos autores
– Identificação do autor responsável pela apresentação do trabalho no caso de múltiplos autores
– Resumo com o mínimo de 20 e o máximo de 30 linhas (fonte Times News Roman, corpo 12, espaço duplo) especificando o eixo temático proposto, 4 (quatro) palavras-chave, objetivo do trabalho e pertinência com o tema
– Informações sobre publicações ou apresentações do presente trabalho em eventos anteriores (quando/onde)
– Dados pessoais para contato incluindo email, telefone e endereço completo de cada um dos autores
– Mini currículo (de três a quatro linhas)
– Equipamento para apresentação (datashow, notebook) se necessário
– Só aceitaremos um resumo por arquivo; o arquivo deve ser nomeado com o nome do autor principal.

Uma comissão científica avaliará os trabalhos e no dia 2 de maio os aprovados serão comunicados. A comissão científica se abstém de comunicar motivos de recusa dos trabalhos.

Em 1905 Freud postula a existência da sexualidade da criança nos Três Ensaios sobre a Sexualidade, rompendo com o pensamento da época. Em seguida, parte para a formulação de um dos pilares fundamentais da teoria psicanalítica, o complexo de édipo, jogando irreversivelmente a luz sobre a sexualidade das crianças e a sexualidade infantil pulsante no adulto.

Se a sexualidade da criança teve uma função disruptiva à época de seu desvelamento, o que pensar da sexualidade da criança na atualidade? A criança-anjo da era vitoriana hoje transborda sexualidade. Assistimos a uma brutal sexualização da infância: concursos de beleza, sutiens para meninas, salto alto para bebês, coaching infantil, entre outros. Como pensar os desdobramentos da subjetividade em tempos da “ditadura da criança” e do enfraquecimento dos adultos?

Neste início do século XXI podemos questionar uma das premissas freudianas (1912 e 1924): Anatomia é destino? Estamos vivendo um rompimento do paradigma da questão de gênero e uma grande abertura para pensar sobre todas as suas definições. Acompanhamos famílias que abrem espaço para que as crianças façam suas escolhas, ou ainda a instituição do gênero neutro e a criação de um pronome neutro em alguns países. Quais os impactos disso no processo de subjetivação das crianças?

Junto às novas questões de gênero, testemunhamos uma pressa para definir o que cada um é. Como pensarmos uma mudança de identidade de gênero numa criança de dois anos? O que estaria em jogo? Quando e quem pode fazer essa escolha? Como escutar o pedido da criança sem levá-lo necessariamente ao pé da letra? O tempo do futuro instalado na antiga pergunta “o que você vai ser quando crescer” parece ter sido encurtado. Que impactos isso causa na infância?

Se a sexualidade transbordante de hoje ocupa mais espaço, sabemos que não há necessariamente maiores recursos simbólicos para processá-la. Os instrumentos que a psicanálise têm dão conta destas questões? Quais são os atuais desafios da clínica psicanalítica com crianças?

Convocatória dos Trabalhos

Os trabalhos serão discutidos em sessões coordenadas compostas por 3 participantes. As mesas serão organizadas a partir dos eixos temáticos propostos. Cada expositor contará com 20 minutos para apresentar seu trabalho. O tempo total de duração da mesa será de uma hora e meia.

Cronograma

31 de março: prazo limite para envio da proposta de participação.
2 de maio: os autores cujos trabalhos forem aceitos receberão um comunicado via e-mail.
3 de junho: prazo para confirmar a participação através da inscrição no Colóquio.
1 de agosto: prazo de envio dos trabalhos completos para publicação nos anais do colóquio.

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