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SinPsi apoia greve dos guardas civis metropolitanos de São Paulo

O SinPsi manifesta total apoio à greve dos trabalhadores da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo que em conjuntos com tantos outros trabalhadores garantem os serviços públicos que tornam concretos os direitos sociais a população.

Os guardas civis decidiram iniciar a paralisação a partir da zero hora de terça, 25/08, em função da falta de respeito com que o governo Kassab tem tratado a categoria que afirmou publicamente que à Guarda nada daria de reajusto por não ter previsão orçamentária, sendo que o SindGuardas-SP protocolou a pauta de reivindicações em abril este ano.

Na pauta de reivindicações constam a reposição das perdas salariais, aumento do RETP, equiparação do padrão de vencimentos com as outras carreiras do nível médio, além da solicitação de melhorias para as péssimas condições de trabalho existentes.

Segundo o SindGuardas, nas comemorações do aniversário da corporação no ano passado, quando, Kassab era candidato a reeleição, ele fez uma série de promessas para serem implementadas até o próximo aniversário da GCM, que será no mês que vem. Nenhuma das promessas feitas foi cumprida.

O projeto de lei, enviado à Câmara Municipal pelo prefeito que aumenta o seu próprio salário em mais de 70%, foi considerado a mais recente demonstração da falta de compromisso com os trabalhadores da GCM e a população de São Paulo. Kassab também mandou um projeto que estabelece gratificações de até R$ 1.645,02 para os integrantes da Policia Militar, deixando mais uma vez de fora, os trabalhadores da Guarda.

Desde 19/08, a categoria decidiu que nas unidades onde há atividades de fiscalização de comércio ambulante, não serão feitas apreensões, caso não haja agentes de apoio.
Todos os trabalhadores da GCM usarão uma fita preta no braço para demonstrar sua indignação.

A categoria também decidiu que os motoristas devolverão a credencial.

Foi estabelecido o comando de greve, que estará à disposição da categoria para prestar informações e manter canal permanente de negociação com a administração.

A prefeitura recorreu ao judiciário e experimentou sua primeira derrota. O Juiz, no seu despacho, reconheceu o direito à greve e pediu que sindicato mantivesse ativo um contingente de 50 por cento contra os 80 por cento pedido por Kassab. “Não há greve sem efetiva pressão” afirmou o Juiz.

Parabéns aos que lutam.

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