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Diálogo Digital do CFP aborda problemática do suicídio em populações vulnerabilizadas

CFP aproveita a oportunidade para chamar a atenção para o papel fundamental da Psicologia na prevenção ao suicídio

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) realiza, na quinta-feira (26), o Diálogo Digital sobre o papel da Psicologia na prevenção ao suicídio em populações vulnerabilizadas. O debate será transmitido ao vivo pelo site e redes sociais do CFP, a partir das 16h.

Participam do debate a psicóloga e conselheira do CFP, Daniela Zanini; a psicóloga e doutora em Psicologia Clínica e Cultura pela Universidade de Brasília, Amanda de Oliveira Mota; o psicólogo, membro do coletivo Yalodê-Badá e do Núcleo de Estudos Interdisciplinar Afro-Brasileiro da Universidade Estadual de Maringá, Paulo Vitor Navasconi; o psicólogo e professor na Universidade Estadual Paulista, Fernando  Silva Teixeira Filho; e o psicólogo Fernando Pessoa de Albuquerque, técnico da área de saúde mental do Departamento de Atenção à Saúde Indígena da SESAI do Ministério da Saúde.

Você pode participar do Diálogo Digital mandando perguntas para o e-mail [email protected], ou pelos canais do CFP nas redes sociais usando a hashtag #DialogosCFP. O evento, realizado na sede do CFP, em Brasília, será transmitido pelo site do CFP, Facebook e Youtube da Autarquia.

Prevenção ao suicídio
Como uma das formas de prevenção, o CFP incentiva o debate sobre saúde mental, que exige uma abordagem permanente e integrada em todos os níveis de cuidados. Ou seja, falar e desenvolver políticas de promoção da saúde mental é fundamental para proporcionar à população o alcance aos serviços de tratamento e apoio social.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que a cada ano, cerca de 800 mil pessoas tiram a própria vida e um número ainda maior de indivíduos tenta suicídio. O suicídio foi a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos em todo o mundo no ano de 2016. Os números apontam o Brasil como oitavo país do mundo em suicídios. Também se constatam taxas elevadas de suicídio em grupos vulneráveis, que sofrem discriminação.

As especificidades da população brasileira devem ser consideradas quando observados os casos de suicídio. Isso porque as taxas de suicídio também são elevadas em grupos vulnerabilizados que sofrem discriminação, como refugiados e migrantes, indígenas, população LGBTIs e pessoas privadas de liberdade.

Fatores como a rejeição, o preconceito, a violência e as vulnerabilidades sociais contribuem para que essas populações corram mais riscos. Portanto, a saúde mental deve fazer parte da agenda de luta da Psicologia e de toda sociedade em prol das populações vulneráveis.

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