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Seminário discute o genocídio da população negra e indígena no Brasil atual

Sindicatos da educação promovem o debate nos dias 9 e 10 de agosto, no auditório da Apeoesp; Inscrições ocorrem por e-mail

Trabalhadores da educação de São Paulo estarão reunidos nos dias 9 e 10 de agosto para discutirem o momento de retrocessos do país, que atinge negativamente, sobretudo, a população negra e indígena. O Seminário de educação “Vidas Negras e Indígenas Importam – Parem de nos matar!” será no auditório da Apeoesp, no centro de São Paulo.

Para participar, é preciso encaminhar um e-mail para [email protected], com nome, telefone de contato e entidade na qual atua ou milita. Não é necessário ser de algum sindicato. Na sexta, a programação terá início às 18h e, no sábado, a partir das 8h30.

O seminário é organizado pelos sindicatos dos trabalhadores que atuam com educação no estado: Apeoesp, Afuse, Fete-SP, Sinpeem, Sindsep e Sindsaúde, com apoio da CUT-SP e CNTE.

“Queremos discutir entre os trabalhadores questões estruturantes do racismo que levam ao genocídio da juventude negra, de forma que essas discussões sejam levadas ao ambiente escolar. Mas não queremos falar só do genocídio, mas do bem viver da população negra que, no atual momento do país, tem deixado de ter condições mínimas de sobrevivência por ser uma das mais afetadas com o desemprego”, diz a secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP, Rosana Silva.

Eleito com discursos preconceituosos, Jair Bolsonaro não promoveu nenhuma política de combate ao racismo, além de promover a intolerância e discursos de ódio. Durante entrevista à TV, ele afirmou que racismo “é uma coisa rara” no Brasil. Segundo o Atlas da Violência, o país registra 180 homicídios por dia e 75% são de negros.

Nas políticas indigenistas, os ataques também são muitos. Em junho, o governo federal assinou uma medida provisória que devolve a demarcação de terras indígenas ao Ministério da Agricultura, administrado por ruralistas da base do presidente. Já no dia 29 de julho, Bolsonaro afirmou que pretende legalizar o garimpo no país e disse duvidar das circunstâncias do assassinato do cacique Emyra Wajãpi, encontrado morto com sinais de facada, no Amapá.

Confira a programação:

09/08 (sexta-feira)
18h às 20h – credenciamento
19h – Abertura
19h30 às 21h – Abertura Literária

10/08 (sábado)
08h30 às 09h30 – credenciamento
9h às 11h – Mesa Temática: “O genocídio da População Negra e indígena com recorte de gênero e juventudes”.
11h às 13h – Mesa Temática: “O racismo como instrumento de intolerância”.
13h às 14h30 – almoço
14h30 às 16h – Mesa Temática: “A descolonização do currículo como forma de combater o racismo”.
16h às 17h – Roda de Conversa sobre trabalhos de combate ao racismo – APEOESP, CNTE, CUT-SP, AFUSE, SINPEEM, FETE-SP, SINDSEP
17h – Encerramento e Roda de Samba da Resistência!

Inscrições pelo e-mail: [email protected]

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